O mundo moderno passa por momentos de transição em todos os segmentos,o que vem descabelando conservadores,radicais e ortodoxos.
Não há como não perceber esta juventude revoltada que chega para suceder com a ótica totalmente antenada no futuro,inimaginável para os adultos ,ainda presos a paradigmas ultrapassados, e a dificuldade de interagir com todas as mídias disponíveis para simplificar e acelerar a vida.
Esteriótipos que antes serviam para determinar perfis,devido a experiências negativas de críticos,que já condenavam por associação,já são desmitificadas por fatos determinantes,onde não há mais como contestar,argumentar.
Anos 60,negros eram perseguidos pela classe branca dominante,que determinava regras.
Ações violentas de ambas as partes,traziam muitas vezes a morte.
Nos Estados Unidos,escolas para brancos e para negros,lado do branco e lado do negro,que em ônibus,cada um dia seu lado.
Homens revolucionários lutaram para finalizar o racismo,e deram as próprias vidas por lutarem por direitos iguais.
A exemplo temos o Pastor Martin Luther King Jr.,morto com um tiro certeiro,na sacada de um hotel.
Sonhava com o fim da segregação racial e melhores tempos suavam com um ar utópico .
Hoje a maior nação do mundo elegeu um negro como Presidente,eleito por voto popular,um reflexo da ansiedade de mudar preconceitos degradantes que não combinam com uma nação dominante.
Entretanto acho que é tudo uma fachada da classe dominante,que ainda continua por detrás dando as cartas,representada por um fantoche que não dispõe da maioria no Congresso.
No Brasil,pagodeiros,jogadores,funkeiros,que conseguiram pequenas fortunas já desfilam e mostram belas casas e lindas mulheres caucasianas,como fossem troféus.
Nos Estados Unidos já há uma indústria que produz e já divide espaço econômico com negros cultos e bem-sucedidos.
Os artista e cantores Jay-Z e Beyónce,símbolos de competência e poder,estão entre as cem personalidades mundiais mais influentes segundo a revista Forbes.
Em Araruama,cidade interiorana do estado do Rio de Janeiro,que tem na maioria de sua população de classe menos favorecida,na sua maioria negra, exercendo funções de sub-empregados,que dominam o trabalho braçal,serem vistos pela classe dominante como excelentes burros-de cargas e na sua maioria incultos.
Quando há o rompimento destes padrões há perseguições e insinuações maldosas,camufladas por brincadeiras sarcásticas que buscam denegrir o cidadão realizador.
Soube de boca miúda que eu,consorte da diretora do Colégio Kawima,tenho o apelido de Beyónce,talvez por não baixar crista e desfrutar de uma situação mais privilegiada que a maioria negra que é servil.Obrigado pela analogia.Beyónce é talentosa,bonita,charmosa e extremamente inteligente.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
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