Nessa vida podemos num instante chegar aos Céus e,em velocidade da luz,chegarmos ao Inferno.
Num momento estamos em êxtase,em outro podemos estar lamentando as intempéries encontradas no percurso.
Dia 14,minha filha número 2,fez 10 aninhos,o que significa o registro de mais um ano de sua existência junto a mim e todos os outros membros da família.
Por coincidência seu aniversário é sempre marcado por uma baixa receita o que faz-nos improvisar uma festinha sem ter o glamour que ela espera e merece,mas sempre por algo inesperado,nunca passa em branco,pois sentimos a Mão Divina estendida não deixando-nos chegar ao fundo do poço.
A festinha foi magnifíca.Simples,mas magnifíca.O bolo foi saboroso,a confraternização estupenda e fechamo-nos numa alegria efusiva que contagiou à todos de muita alegria.
Afinal brindávamos 10 anos de existência da minha filha Paola.
Mas dia seguinte fomos pegos de surpresa com a morte da nossa cachorra de estimação,a Roceira,nome sugestivo,pois marcou nossa vinda para o interior,onde os habitantes locais trazem no semblante a carcaça pesada da labuta encontrada nas zonais rurais.
Roceira tinha esse semblante,apesar de ter um jeito diferenciado entre os outros cachorros da casa,pela sua altivez e seu espírito dominante e possessivo.
Latia demasiadamente,como quisesse sempre chamar a atenção para si.
Mas um dia após a festinha de aniversário,veio a sucumbir,deixando um vazio na casa e no quintal,onde sua presença sempre marcada por seu jeito espaçoso de ser.
Paola,foi a que mais sofreu e,logo após o festejo de sua data de existência.Só espero que estes sofrimentos prematuros, forme uma couraça blindada que faça sua alma dócil,mais preparada para os desenlaces inesperados da vida.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
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