Após dezessete anos sem conquistar um título brasileiro,a nação rubro-negra teve o prazer da conquista pelo sistema de pontos corridos,onde a troca de posições persistiu até a última rodada,e ao derrotar o Grêmio,um time misto,mas que não diminuiu a conquista devido a uma campanha ascendente,que partiu de uma reação,depois da efetivação de um eterno técnico interino,que participou das seis conquistas do Flamengo,agora como o comandante desse belo time,que gravou seu nome na história.Continuando com as comemorações seu maior ídolo,Zico,o galinho de Quintino,reuniu craques de todas as gerações,que em algum momento em suas trajetórias profissionais,defenderam com garra a camisa,considerada por toda a nação,como o “Manto Sagrado” e,através de um jogo comemorando o grande feito e, tendo um cunho beneficente,com a renda revertida a ajudar dos grandes heróis do passado,um flamenguista,o goleiro Zé Carlos,morto precocemente e, um velho rival,que por muitas vezes roubou-nos títulos com instantes de maestria,que desequilibraram jogos decisivos,conquistando campeonatos em cima dos flamenguistas.
Falamos de Washington,que padece de uma doença degenerativa,mas que encontrou na atitude de todos os craques,a esperança de reverter o quadro adverso,em mais uma luta,que torcemos,seja vencedor.
A torcida está de parabéns,pois num dia de sol,na cidade do Rio de Janeiro,deslocou-se ao templo sagrado,o Maracanã,para assistirem um espetáculo,onde o placar,era de menor importância.
Ao vermos craques do passado vencidos pelo tempo,fator irreversível,que castiga a quem um dia reinou,mas lhes dá a sabedoria ,de compreender que a renovação é fator na trajetória da vida.
Entretanto ao presenciarmos a reconciliação de dois grandes craques,que abandonaram a guerra de vaidades,por uma causa maior,provaram como modelos que são,o crescimento pessoal a que todos devemos buscar alcançar.
Falamos de Zico e Romário,dois grandes ídolos,duas histórias distintas,mas dois diferenciados.
Vê-los em jogadas geniais em determinados instantes,faz-nos reportarmos ao passado,onde nesse mesmo cenário,reinaram absoluto,dando-nos alegrias inesquecíveis,onde por muitas vezes as jogadas surpreendiam até cinegrafistas,que não anteviam a genialidade do craque,que em uma jogada genial,liquidava um jogo,saindo consagrado.
Houve um momento que avistei um senhor acima do peso,faltando cabelos,suado,desgastado,mas que não perdeu o toque de Mídas,brindando-nos com uma jogada que dribla o tempo e faz naquele instante o menino das peneiras,cheio de técnica e entusiasmo.
Há muito não emocionava-me com o Futebol,que já tinha riscado do esporte de minha preferência,mas que nessa tarde,parecia o mesmo esporte contagiante de outros tempos.Não foi à toa que mais de setenta e duas mil pessoas lotaram o Maraca,e sair de lá satisfeito e testemunhar um grande espetáculo dos gênios da bola e a solidariedade do povo brasileiro.
A Nação Rubro-Negra agradece!

