quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O Pleonasmo ,uma figura de linguagem ,ou um vício,que pode ser utilizado de maneira redundante e desnecessária,mas também, um recurso literário usado como reforço linguístico,para dar ênfase a uma expressão utilizada num texto.


Podemos considerar a nossa língua e suas figuras,convivendo numa ambiguidade democrática,confundindo a muitos,que baseiam a vida em príncipios sistemáticos,ortodoxos, primando seguir paradigmas,que permeiem ações na condução ética de suas vidas.Mas a vida não é linear,pois fatores circunstanciais oferecem-nos um desenho,que descreve sinuosidade,tirando a retidão como um único caminho,pois nas nossas maiores decisões,deparamo-nos muitas vezes em bifurcações,que levam-nos a múltiplos caminhos.

Toda essa reflexão,iniciou-se numa conversa com minha cunhada,que não aceita a ficção apresentada na novela das nove,que para ela, apresenta um história fictícia,difícil de acontecer com o indivíduo comum.Entretanto ela esquece,que o autor retrata,o universo inalcançável pela maioria,que vive uma realidade nua e crua,em que a rotina diária foge ao resultado utópico descrito nos folhetins de um dramaturgo,que inspira-se relatando a trama ao som da bossa-nova.Eu,particularmente,acredito na necessidade de expor-se um mundo fictício,que leva ao telespectador em seu momento de relaxamento a vislumbrar um mundo,que existe para quem soube criar condição de conduzí-la com glamour,que fascina e encanta a quem precisa sonhar para abastecer-se de sonhos,que o energizarão,fazendo-o encher-se de esperança;uma das condições de atingir-se a felicidade.

Ao basearmos por exemplo,que nos Estados Unidos,a maior potência econômica,há apenas, naquele universo, 359 bilionários.É uma pequena elite,que decerto levam uma vida semelhante a descrita dos ricos milionários da novela,que sobrevivem das aquisições ocorridas numa trajetória,que o berço deu subsídios,de conviverem bem até nos percalços econômicos,que os abatem,sem terem de privar-se das boas coisas da vida.

O autor,inteligentemente intitulou a trama baseando-se naqueles que utilizam-se de seus maiores recursos internos e como o pleonasmo literário,sabem:Viver a Vida!

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